B A T E – P A P O

MOACYR CASTRO

Adivinhe quem era


São os apelidos dos santos, mas o nome deles você pergunta hoje, lá na festa do Culto à Ciência, que começa daqui a pouco, às 11h, com o culto ecumênico. Além dos apelidos, um teste para ver se você continua atualizado com a nossa escola, aquela que bem marcou nossas vidas para sempre.

Vamos ver quantos professores e professoras, inspetores e inspetoras de alunos você (ainda) acerta. Vale até diretor: Pirulito, Florzinha, Cheira-céu, Mochinho, Boiadeiro, Pisca-pisca (professora), X-15, Deneuve, Porta-mala, Bonjour (essa é a mais fácil), Escrava Loira, Que foi?, Popof (o mais fácil),
Onça (deixe ela saber...), Estripador (injustiça), Avestruz, Chicãosaedro, Maria Cobra, Maria Sinaleiro, Dona Poliflor.

Que matéria vem à sua mente ao ler estes nomes? Fio tex, morça, fio macramé, adobe, tico-tico...

E estes nomes eram de que matéria? Hititas, Sargão, hicsos, dolmens...

Você ainda se lembra destes? Gnaisse, telúrio, estalactite, gonduana, ígnea, magmática...

Meu Deus! Conjugação perifrástica, paragoge, catacrese, agente da passiva (hoje, isso é outra coisa...), elipse, desinência...

Com eles aprendemos, pela primeira vez, estes ‘palavrões’: dízima (não precisa pagar nada, porque nem é a fêmea do dízimo), geratriz, cateto (não é torcedor do Palmeiras), hipotenusa (não é cantora da Jovem Guarda), isóceles, escaleno, secante...

Olhe de onde vinha a vida (ainda vem?): mitocôndria, lisossomo, epitelial, ‘qui’ quadrado, desoxirribonucléico (agora, está na moda), prófase, mitose, esfíncter do piloro (onde fica isso?)...

Quer mais? Lá vão: as fases da mitose são prófase, metáfase, anáfase, telófase ou “prometa a ana telefonar”. E as da meiose, “lezipadidi”: leptóteno, zigóteno, paquíteno, diplóteno e diacinese.

Para serem ouvidas: clave, semínima, colcheia, ut queant laxis/ resonare fibris/ mira gestorum/ famuli tuorum/ solve polluti/ labii reatum/ Sancte Ioannis...

Podem explodir: estrôncio, bário, fenoletilalamina (?!), bismuto de bunsen (é isso?), pipeta, cinemática (hoje, deve ser cinemateca)...
Cansavam: meia volta, volver! (ele vai ver o quê?), coluna por um!, correndinho, ordinário (é a vó!), marche!

Dedico esta crônica ao patrono da nossa festa de hoje, o professor Pedro Stucchi Sobrinho, e ao grande amigo mosqueteiro, Guilherme Nucci, que foi convidado por Deus para assistir a tudo de camarote, lá no Céu.

Pregado no poste: “O sonho não acabou”
 

 


© Carlos Francisco Paula Neto - última atualização em 21/03/2009
e-mail :  carlos@francisco.paula.nom.br